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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Literatura Inglesa

SÉCULO XIX (1ª PARTE)
AS LUZES E AS TREVAS DO ROMANTISMO
(CONTINUAÇÃO)
¢  POESIA


  1ª Geração Romântica : Willianm Wordsworth e Samuel Taylor Coleridge.  (entusiasmo com a Revolução Francesa)

  2ª Geração Romântica: John Keats, Lord Byron, Percy Bysshe Shelley. (decepção com a Revolução Francesa)

¢  Lord George Gordon Byron (1788 – 1824)
-          Álvares de Azevedo (Brasil)
-          Goethe (Alemanha)
-          Balzac e Stendhal (França)
-          Dostoevsky (Rússia)
-          Melville (Estados Unidos

 
¢  Nasceu manco, fato com o qual nunca se conformou, seu pai era um playboy e sua mãe levemente insana. 
¢  Tornoú-se Lord Byron com a morte do tio; era excêntrico, a estrela dos salões ingleses e sai da Inglaterra para nunca mais voltar depois de uma série de escândalos.
¢  Acreditava na liberdade do indivíduo.
¢  1823 – se envolve na luta pela independência da Grécia, dedicando tempo e dinheiro, considerado herói até hoje naquele país.
¢  Morre aos 36 anos.

¢  São características de sua obra:
¢   Poemas curtos marcados pelo individualismo, tão característico do seu estilo

¢  Principais obras:
  Child Harold (1817)
  Don Juan – poema épico (1824)
  She Walks in a beauty (um de seus mais conhecidos poemas)

¢  John Keats (1795 – 1821)

¢  Era um menino pobre que teve a vida marcada por tragédias familiares como a morte do pai na queda de um cavalo e da mãe com tuberculose.
¢  Até os 18 anos, ainda não escrevia, mas quando começou demonstrou grande desenvoltura poética.
¢  Ultrapassou nomes como Shakespeare e Chaucer na arte da poesia.
¢  Morre aos 26 anos, fato que deixou muitos críticos duvidosos com relação à sua idade, pela qualidade artística de suas obras.

¢  Marcas em suas poesias:

  Uso de imagens  ressonância (propriedade de aumentar a duração e intensidade do som) ritmo.

  Mistura de sentidos explícitos e figurados (fundia visão, audição, paladar, olfato, tato , emoção)
  Curtos e odes.

SÉCULO XIX (2ª PARTE)
OS DOIS LADOS DO IMPÉRIO

¢  A Era Vitoriana
  Desde Elisabeth I, um regente não influenciou tanto sua época a ponto de dar nome a ela.
  Sob o reinado da rainha Vitória, a Inglaterra vive a ascensão, como potência mundial obtida com os feitos da Revolução Industrial e do Imperialismo.
  Revolução Industrial
            Longo processo iniciado na Europa Ocidental (1750) que viria a transformar quase todas as regiões do ocidente.

Antes da Rev. Industrial      Com a Rev. Industrial

Pequenas oficinas artesanais              Fábricas

Instrumentos básicos de produção    Máquinas

Fontes tradicionais de energia:
água, vento, força humana e              Carvão e eletricidade
animal
Campo                        Surgimento de grandes fábricas

REFLEXOS NA SOCIEDADE

¢  produção em massa de produtos
¢  cultura de consumo
¢  Aparecimento de jornais e revistas
¢  romance em fascículos
¢  luzes nas ruas

¢  O outro lado da Revolução Industrial:
  exploração do trabalhador
  miséria
  descaso com os pobres
O outro lado da RI foi tema de debate de vários pensadores
como Karl Marx e John Stuart Mill e de romancistas como
Charles Dickens.


Na sequência histórica houve:
-          Reação dos pobres (o século XIX foi palco de vários movimentos populares)
-          Reform Bill (Carta da Reforma) em 1832, aumentando a representação popular
-          “Cartismo” (1838) – movimento criado pela união de sindicatos, trabalhadores e radicais.
-          Em 1845 houve a aprovação (pelo parlamento) de leis que protegiam os trabalhadores.

A RAINHA VITÓRIA
¢  Alexandrina Vitoria Regina (1837- 1901)
¢  - Rainha aos 18 anos (com a morte do tio, o rei Willian IV)
¢  - A era Vitoriana se tornou sinônimo de pontualidade, sobriedade e sofisticação, até hoje características associadas ao povo Inglês.
¢  -1861 – morre seu marido, ela se isola e volta à cena pública alertada por seus conselheiros, se tornando uma das regentes mais populares da história da Inglaterra.
A SOCIEDADE VITORIANA
¢  Valores morais e religiosos.
¢  - Jogos, bebidas e fumo foram considerados impróprios para cavalheiros à vista de todos.
¢  - Prostíbulos e casas de jogos preenchiam a vida noturna dos arredores de Londres.
¢  - A imagem da mulher como frágil, prudente e fútil.

JACK, O ESTRIPADOR

¢  Assassino em série que expôs literalmente as entranhas da sociedade vitoriana;
¢  Com seus crimes, mostrou ao mundo as condições sociais dos pobres no país mais rico do mundo, com a morte de cinco prostitutas, todas seguindo um mesmo padrão de crueldade sem nenhum dinheiro roubado.
¢  Terror popular X influência da polícia X  eleições
¢  A alta sociedade foi forçada a encarar o problema de frente (a existência das prostitutas).

¢  As prostitutas eram mulheres sem opção de trabalho, a maioria alcoólatra, tuberculosa e sifilítica:
                        - forçadas a sair do campo
                        - oriundas de casamentos violentos
                        - acusadas de pequenos furtos
                        - despreparo da polícia X satisfação dos jornais

WUTHERING HEIGHTS (1847),
DE EMILY BRONTË

¢  Devido à morte precoce dos poetas românticos, surge uma nova fase na literatura Inglesa chamada de realista ou vitoriana.


¢  Os estilos literários não mudam de um dia para outro; passam por transformações até assumir uma forma com características próprias de uma fase da literatura.

¢  Fases da Literatura Vitoriana:
¢  - moralista – tenta explicar a queda dos valores da sociedade vitoriana para que esta possa ser compreendida.
¢  - fase esteticista – a arte pela arte. Aumenta a distância entre a cultura letrada e a popular; fomentou o surgimento do romance científico; revitalizou as literaturas infantil e gótica.
¢  - no fim da era vitoriana, houve a busca de uma representação mais naturalista da realidade, pessimismo, chamada também de literatura da decadência.

¢  Obra chave do período: Wuthering Heights, por mesclar elementos das fases moralista e esteticista.

AS IRMÃS BRONTË
¢  Filhas de um reverendo anglicano, província de Yorkshire, tiveram uma vida marcada pela austeridade do pai e isolamento de sua terra natal.

¢  Começam muito cedo a escrever como fuga de seu mundo, criando reinos imaginários repletos de amores e batalhas.

¢  Poema by Currer, Ellis and Acton Bell (1846) - livro de poesia das três irmãs que adotaram pseudônimos que começavam com a primeira letra do nome.

¢  Charlote Brontë (1816 – 1855)
  The professor – (1946) - recusado à princípio por ser curto, publicado postumamente. Todos os outros romances tiveram sucesso.
  Jane Eyre - (aceito e publicado em 1847 – sucesso imediato)
¢  Retrato franco das emoções, primeiro romance inglês a  explorar os recônditos do subconsciente.
  Shirley (1849)
  Villette (1853)

¢  Emily Brontë (1818 – 1848)
  Whutering Heigths (1847) – único romance de Emily, o mais vigoroso dentre as obras publicadas por ela e as irmãs, que fez dela uma das maiores escritoras da Literatura Inglesa.

¢  Anne Brontë ( 1820 – 1849)
  Agnes Grey (1847)

ANÁLISE DE WUTHERING HEIGHTS
Um dos mais representativos romances da literatura Inglesa.

¢  Título: explica-se pelo fato de o vento “uivar” devido à geografia do lugar.

¢  Cenário: sobrenatural, misterioso, causa apreensão.

¢  Revitalização do Romance Gótico, nas seguintes características:

  A casa: símbolo do aprisionamento do ser humano, substitui o castelo;

  A posição da mulher: mulher aprisionada (na casa);
¢  Catherine ao se casar e mudar para Thrushcross Grange, é uma prisioneira que anseia libertar-se em Whutering Heights.

  A loucura: os personagens góticos muitas vezes enlouquecem pela tensão entre sociedade e desejos individuais, nota-se a gradual loucura de Catherine impossibilitada de viver seu amor por Heathcliff.

  O pai: aristocrata opressor.

  Pecado dos pais repassados para os filhos, repetição de eventos e nomes
  Origens: preocupação gótica com os antepassados, figura dos filhos bastardos, discriminação entre classes sociais e enorme presença de órfãos;

  Medo do estrangeiro: no romance gótico, fascinação pelo estrangeiro exótico. No romance vitoriano, causa medo por colocar em risco a estabilidade das convenções sociais rígidas.

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